outubro 2010 – BrasilCamping

Hoje tenho o prazer de postar aqui um texto um pouquinho mais longo, ele foi enviado pelo nosso grande, e põe grande nisso, Aventureiro Robison Portioli. É uma história sensacional, uma experiência que Robison resolveu compartilhar com todos através do livro “Vida Nômade – Liberdade, Desapego e Aventura”Junto ao texto estão algumas fantásticas fotos tiradas durante suas Aventuras!Sei que o texto é grande, mas vale a pena ler!“Viajar pelo mundo é o sonho de muitas pessoas, porém, poucas são aquelas que realmente lutam para realizá-lo.Robison Portioli é um aventureiro que conseguiu realizar o sonho de muitos motociclistas: viajar de moto pela América do Sul. Aos 23 anos, passou 150 dias em cima da moto e percorreu 25mil quilômetros por seis países até chegar à Curitiba. Ponto de partida da sua primeira viagem.Abrir mão de uma vida estável é um medo constante na vida de todos, mas a família Portioli resolveu deixar para trás a estabilidade para viver intensamente os momentos do presente. Robison começou a viajar cedo. Aos nove anos seus pais resolveram comprar um motorhome- o Canela – nome inspirado na expressão “Sebo nas Canelas”- e viajar pelo Brasil. O ônibus-casa levou Robison(9), suas irmãs July(7) e Kelly(2) e seus pais Marcos e Liliane para uma aventura pelos estados brasileiros que durou quase três anos. Nesse período, as crianças cresceram aprendendo os verdadeiros valores da vida ao conviver com inúmeras culturas, raças e condições sociais.“Aqueles anos foram responsáveis por muito, mas muito do que somos. Minha família embarcou em uma jornada rumo a uma nova maneira de viver e essa escolha nos transformou” afirma Robison.Sem falar na imensa variedade de paisagens naturais e lugares históricos, uma preferência do itinerário daquela expedição. Por estarem fora da escola, Liliane e Marcos compravam os livros didáticos e eles mesmos ensinavam as crianças, focando a educação não só nas ciências, mas principalmente no incentivo à realização dos sonhos.“Era fácil estudar o descobrimento do Brasil em Porto Seguro – BA, ou a inconfidência mineira no próprio estado. Visitamos um monte de engenhos de cana de açucar no nordeste e museus de todo tipo. Para estudar geografia e história do Brasil, era só olhar pela janela ou ir com nossa casa para os lugares onde aconteceram as coisas.”Viajar passou a ser rotina para esta família. Conheceram boa parte do Brasil, mas a paixão de todos foi a ensolarada região nordeste. A cidade escolhida para desligar os motores do Canela foi João Pessoa, na Paraíba, onde o casal começou um négócio de artesanato e os pequenos viajantes voltaram a frequentar a escola tradicional. Não demorou muito para voltarem às estradas, desta vez Marcos e Liliane resolveram ir sem as crianças e de moto. Saíram de João Pessoa, passaram no Rio de Janeiro, depois Mato Grosso do Sul, por fim o Acre e de volta à Paraíba, totalizando 14 mil quilometros rodados. A aventura contagiou todos da família que agora, além de viajar, queriam viajar sobre duas rodas.Passados alguns anos de moradia fixa na Paraíba, o Canela voltou para a estrada rumo ao centro-oeste do Brasil e foi do Mato Grosso do Sul que Robison partiu para sua a primeira viagem de moto: 1000 quilômetros até Curitiba. Desde então, não parou mais.Formou-se Técnico em Mecatrônica e trabalhou duro na capital Paranaense, mas a Paraíba era mesmo sua paixão. Aos 21 e com July (irmã) na garupa fez a viagem de volta para João Pessoa, cruzando quatro regiões do Brasil, em 12 dias e mais 5 mil quilometros. “Passamos por dentro da Serra da Canastra – MG, um dos lugares mais lindos que já conheci, por trechos que de carro seria impossível” completa o aventureiro. Ao ser questionado sobre o risco dessas viagens, Robison tem uma resposta na ponta da língua: “Cresci na estrada viajando com meus pais e eles me mostraram que o medo, frequentemente, é um monstro apenas imaginário. Viajo com responsabilidade, planejamento e principalmente seguindo a intuição. Os riscos existem, é verdade, mas eles estão em todo lugar, não só nas estradas. Decidir engavetar sonhos intimidado por eles? Não foi isso que eu aprendi.”A viagem pela América do Sul estava nos planos há algum tempo, mas outra importante lição aprendida na estrada era sobre a paciência de esperar o momento certo. Então, Robison ficou na Paraíba por mais um tempo, trabalhou, estudou, mas jamais esqueceu esse sonho. Aos 23 anos, finalmente encontrou o momento adequado, e não hesitou em vender o que tinha, deixar a faculdade e viajar. No roteiro não estavam apenas as estradas do Brasil. Desta vez queria também conhecer outros países da América do Sul. Preparou um pequeno projeto chamado “Rumo a um mundo novo”, cuja ideia era aprender sobre a realizade do mundo, entende-lo e prepara-se para melhora-lo. Com sua moto “alada”, voou pelo nordeste e norte do Brasil, descobrindo as belezas naturais das praias e da floresta amazônica. Estava equipado com barraca e saco de dormir, e precisava contar com ajuda das pessoas para que viajasse de forma econômica, usufruindo da hospitalidade e generosidade do povo brasileiro. Eu dizia: “Estou viajando porque quero mudar o mundo para melhor” e as pessoas me acolhiam sem medo, brilhando os olhos ao reviverem uma esperaça comum à nossa gente; a de que os jovens são chave para um futuro melhor.
Depois cruzou a primeira fronteira e entrou em um país instável, inseguro e cujo idioma mal conhecia: a Venezuela. “Na primeira barreira do exército um dos soldados me perguntou: ‘Você carrega alguma arma?’ E quando eu disse que não, todos riram. Não entendi na hora, mas realmente fiquei nervoso quando o soldado novamente questionou: ‘E como você pretende cruzar esse país sem uma arma?’” Robison afirma que, apesar da insegurança aparente, não teve problema algum naquele país, mas viajava realmente atento. Deixou a Vezuela e na Colômbia conheceu as fazendas produtoras do melhor café do mundo. Lá, apaixonou-se pela cordilheira dos Andes e acampou várias vezes nas montanhas. Visitou o Equador e as praias do oceano Pacífico, além de muitos vulcões. “Eu tentei chegar a um abrigo no alto de um vulcão, mas minha moto não deu conta e aos 5800 metros de altura em relação ao nível do mar, ela parou e eu tive que voltar.”Continuou sua rota e teve dificuldades com o frio e vento dos desertos Peruanos, mas ao conhecer a cidade sagrada dos Incas, Machu Piccio, disse que todos os esforços valeram a pena. “Aquele lugar é especial. A imponência das montanhas tem uma força mágica contagiante que nos leva a uma profunda introspecção”.Já na reta final, depois de mais de 20mil quilômetros, visitou o lago Titicaca e atravessou a Bolívia no caminho de volta à cidade natal, mas conta que antes de cruzar a fronteira com o Brasil, enfrentou o trajeto de maior dificuldade de toda viagem.“O trecho de Santa Cruz de la Sierra (Bolívia) e Corumbá (Brasil) é muito conhecido entre os motociclistas e a fama de ser um pedaço realmente difícil e perigoso não é de agora. Eu sabia disso, mas aquele era o caminho mais curto e eu já não queria ficar mais tempo longe do meu país.” Robison chegou à Curitiba em novembro de 2009, completando 150 dias de viagem, 25mil quilômetros e milhões de histórias de aventuras. Em setembro de 2010 fez o lançamento de uma edição independente de seu primeiro livro: “Vida Nômade: Liberdade, Desapego e Aventura” onde estão descritas as aventuras desde os tempos de viagens em família de motorhome até sua última grande e solitária viagem de moto pela América do Sul.”Sobre Robison PortioliRobison Portioli, nascido em 30 de novembro de 1985 é natural de Curitiba (Paraná), mas considera-se paraibano de coração.Viveu sua infância tendo um motorhome como casa e, como rotina, constantes viagens pelos estados brasileiros. Dessa forma conheceu as diversas realidades existentes no país.Aventureiro por natureza, buscava sempre novos rumos, novas possibilidades. Quando fez 18 anos, não hesitou em abrir suas próprias asas e viajar sozinho. Sempre muito otimista, nunca mediu esforços para realizar seus planos e dessa maneira, desperta nos outros a percepção de que todos os sonhos podem ser alcançados.Aos 23 anos decidiu partir rumo à realização de um sonho antigo, comum a muitos motociclistas: viajar de moto pela América do Sul. Esta viagem rendeu muitos quilômetros de conhecimentos e inúmeras histórias para contar.Agora, com 24 anos, lança o livro “Vida Nômade – Liberdade, Desapego e Aventura” onde narra as viagens realizadas ao longo de todos estes anos.

Serviço:
Livro “Vida Nômade – Liberdade, Desapego e Aventura”
http://www.vidanomade.com
Informações/contato: robisonportioli@gmail.com

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